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sábado, 21 de outubro de 2017

6º dia da #Novena - Frei #Galvão, padroeiro dos que trabalham na construção civil


“O convento da Luz é obra exclusiva de Frei Galvão. Foi ele o único diretor da construção e continuamente assistia aos serviços, auxiliando com suas próprias mãos. Se Frei Galvão destaca a Providência Divina como autora da obra, isto prova a sua confiança inabalável em Deus, mas de modo nenhum limita o seu empenho pessoal na realização. A construção da casa era possível a custo de muito trabalho e penosas viagens para angariar colaborações.

O Servo de Deus possuía uma confiança sem limites na Providência Divina, e sua coragem e espírito de sacrifício eram iguais à sua confiança. Na construção do Mosteiro da Luz, Frei Galvão mesmo pôs suas próprias mãos à obra e convidou as irmãs para que elas fossem as primeiras a tomar a enxadinha para abrir os alicerces do novo convento.” (Da canonização do servo de Deus Frei Galvão)

SAUDAÇÃO/ INTRODUÇÃO

Irmão, irmã: Paz e Bem! O Santo Frei Galvão dedicou 48 anos de sua vida na construção do Mosteiro da Luz. Também construí o Mosteiro de Sorocaba. E nesta obra, ele foi o arquiteto, o engenheiro, o mestre de obras e, por vezes, também operário. Por isso, ele foi declarado o Padroeiro dos trabalhadores da Construção civil. Vamos pedir por todos os que buscam a graça de um emprego, pelos que trabalham em formas subumanas, também agradecer por todos os que têm seu trabalho respeitado.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém

PALAVRA DE DEUS (Mt 7, 24-25)

“Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva e vieram as enchentes, sopraram os ventos e deram contra a casa, mas ele não desabou. Estava construída sobre a rocha”.

COMPROMISSO DO DIA

Faço o propósito de rezar por todos os desempregados. Dentro de minhas possibilidades procurarei socorrer uma família que viva em situação precária. Que todo o meu trabalho hoje seja feito por amor a Jesus.

ORAÇÃO FINAL/ BÊNÇÃO

Ó Santo Frei Galvão, padroeiro de todos os que trabalham na área da construção civil. Que o teu exemplo de construir o tão belo Mosteiro da Luz inspire todos nós a levar a sério o trabalho que realizamos no dia-a-dia. Guardai todos os que ajudam a construir um mundo mais humano e mais fraterno. Que Deus conceda aos trabalhadores a graça de poder se dedicar com espírito cristão às tarefas diárias, praticar sempre a caridade e colaborar na grande obra da criação. Que o Senhor não deixe faltar o pão na mesa de nenhum irmão. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Que por intercessão de Frei Galvão, nossas vidas sejam abençoadas e nossos trabalhos guiados pelo Bom Deus: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

29º domingo do Tempo Comum - O Reino de Deus e a Política


1ª leitura: Is 45, 1.4-6
Sl 95
2ª leitura: 1Ts 1,1-5b
Evangelho: Mt 22,15-21

* 15 Então os fariseus se retiraram, e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para dizerem a Jesus: «Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e que ensinas de fato o caminho de Deus. Tu não dás preferência a ninguém, porque não levas em conta as aparências. 17 Dize-nos, então, o que pensas: É lícito ou não é pagar imposto a César?» 18 Jesus percebeu a maldade deles, e disse: «Hipócritas! Por que vocês me tentam? 19 Mostrem-me a moeda do imposto.» Levaram então a ele a moeda. 20 E Jesus perguntou: «De quem é a figura e inscrição nesta moeda?» 21 Eles responderam: «É de César». Então Jesus disse: «Pois deem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.»

* 15-22: Cf. nota em Mc 12,13-17. O novo povo de Deus pertence unicamente a Deus, e só Deus pode exigir do homem adoração. [* 13-17: O imposto era o sinal da dominação romana; os fariseus a rejeitavam, mas os partidários de Herodes a aceitavam. Se Jesus responde «sim», os fariseus o desacreditarão diante do povo; se ele diz «não», os partidários de Herodes poderão acusá-lo de subversão. Mas Jesus não discute a questão do imposto. Ele se preocupa é com o povo: a moeda é «de César», mas o povo é «de Deus». O imposto só é justo quando reverte em benefício do bem comum. Jesus condena a transformação do povo em mercadoria que enriquece e fortalece tanto a dominação interna como a estrangeira.]
Bíblia Sagrada – Edição Pastoral

O Reino de Deus e a Política

“Devolvei a César o que é de César, e a Deus, o que é de Deus”. Esta frase do evangelho (Mt 22,15-21) será uma declaração política? De fato, tem peso político, mas talvez de outro modo do que se pensa. Qual é o fato? Os judeus pagavam dízimo ao templo, com prazer, pois era “para Deus”. Mas além disso, a potência estrangeira que ocupava o país, o Império Romano, cobrava dos judeus um imposto pessoal, em troca de um estatuto protegido no seio do Império. Em vista disso, os especialistas da Lei judaica perguntam a opinião de Jesus, querendo obrigá-lo a escolher entre os judeus e César, o imperador romano. Pensavam que sua pergunta fosse “queimar” Jesus de um ou de outro lado. Jesus deu a resposta que conhecemos. É como se dissesse: “Se vocês negociam com César em troca desse imposto, paguem-no, já que vocês aceitam o estatuto especial que ele lhes dá em compensação. Mas não esqueçam que também a Deus estão devendo, e não pouca coisa, já que lhes deu tudo!”

Deus não recusa a mediação política para o seu projeto. Serve-se até de um rei estrangeiro para libertar Israel do exílio, e ainda o chama de “meu ungido” (o rei persa, Ciro, na 1ª leitura, Is 45, 1.4-6). Mas esse rei é um “servo” de Deus: ele tem quem está acima dele. Deus confia aos seres humanos as responsabilidades humanas. As questões políticas devem ser tratadas em nível político, isto é, com vistas ao “bem comum”do povo. Um governo é bom se governa, o melhor que pode, para todos. Então, ele é bom para Deus também. Senão, que o povo se livre desse governo… Mas existe também o nível de Deus, que é o “fim último”, o nível da vocação humana a ser filho de Deus e a realizar semelhança com Deus (cf. Gn 1,26). A política, aos olhos dos fiéis, sempre será uma mediação para chegar a esse projeto de Deus, embora ela tenha suas regras específicas. Sem Deus, um governante poderia proclamar que o “bem comum” está sendo atendido quando os “inadaptados” são eliminados da sociedade. Quem, porém, quer “dar a Deus o que é de Deus” nunca poderá dizer isso.

“A Igreja não deve fazer política!”. Se essa frase significa que a hierarquia da Igreja não deve se colocar no lugar da administração civil, está certa. Mas não pode significar que os cristãos não devem, como qualquer cidadão, assumir sua responsabilidade política. Cristo ensinou a realizar a fraternidade humana. Ora, esta se encarna num projeto político, numa determinada maneira de entender o bem comum. Por isso, os cristãos, como cidadãos inspirados por Cristo, mexem com reforma agrária, levam os politicamente marginalizados a se organizarem, propõem alternativas para a política econômica etc. Tudo isso é retribuir a Deus o que é de Deus, a saber, os dons que Deus deu a todos… mesmo quando para isso é preciso tirar de César o que não é dele.

Enquanto, pois, se exerce a responsabilidade civil, deve-se pensar em dar a Deus o tributo devido, que é: reconhecê-lo como aquele que indica a norma última, o amor a Deus e ao próximo (ensinado por Jesus logo depois, em Mt 23,34-40).

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Papa em Santa Marta: nem maquiagens nem hipocrisia, só verdades no coração



Cidade do Vaticano – O Senhor nos dê a graça da “verdade interior”. Esta foi a oração do Papa na missa celebrada na manhã de sexta-feira (20/10) na capela da Casa Santa Marta.

Francisco comentou a Carta de São Paulo aos Romanos, em que se exorta a aderir com um ato de fé a Deus, explicando qual seja o “verdadeiro perdão de Deus”, isto é, o perdão gratuito que vem da Sua graça, da Sua vontade, e não certamente do que pensamos obter com as nossas obras.

“As nossas obras são a resposta ao amor gratuito de Deus, que nos justificou e que nos perdoa sempre. E a nossa santidade é justamente receber sempre este perdão. É o Senhor, Ele nos perdoou o pecado original e nos perdoa todas as vezes que O procuramos. Nós não podemos perdoar os nossos pecados com as nossas obras, somente Ele perdoa. Nós podemos responder com as nossas obras a este perdão.”

No Evangelho do dia, de Lucas, prossegue o Pontífice, Jesus nos faz entender “outro modo de buscar a justificação”, propondo-nos a imagem “dos que se creem justos pelas aparências”: ou seja, os que sabem fazer “cara de santo”, como “se fossem santos”, diz Francisco. “São os hipócritas.” Dentro eles, “está tudo sujo”, mas externamente querem “aparecer” justos e bons, mostrando que jejuam, rezam ou dão esmola. Mas dentro do coração não têm nada, “não têm substância”, têm “uma vida hipócrita”, a verdade deles é inexistente:

“Essas pessoas maquiam a alma, vivem de maquiagem, a santidade é uma maquiagem para eles. Jesus sempre nos pede para sermos verdadeiros, mas verdadeiros dentro do coração. E, se alguma coisa aparecer, que apareça esta verdade, aquilo que temos dentro do coração. Por isso se dá este conselho: quando rezar, reze escondido; quando jejuar, aí sim, maquie-se um pouco, para que ninguém veja no rosto a fraqueza do jejum; e quando der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que faz a direita, faça escondido.”

Eles usam “a justificação da aparência”, afirmou o Papa. São “bolhas de sabão” que hoje existem e amanhã não existem mais:

“Jesus nos pede coerência de vida, coerência entre aquilo que fazemos e aquilo que vivemos dentro. A falsidade faz muito mal, a hipocrisia faz muito mal, é um modo de viver. No Salmo, pedimos a graça da verdade diante do Senhor. É belo o que pedimos: 'Senhor, contei o meu pecado, não o escondi, não encobri a minha culpa, não maquiei a minha alma. Eu disse: ‘Confessarei ao Senhor as minhas iniquidades’ e o Senhor tirou a minha culpa e o meu pecado’. A verdade sempre diante do Senhor, sempre. E esta verdade diante de Deus é aquela que abre o caminho para que o Senhor nos perdoe.”

A hipocrisia se torna assim um “hábito”: portanto, a estrada indicada por Francisco não é acusar os outros, mas aprender a “sabedoria de acusar a si mesmos”, sem encobrir as nossas culpas diante do Senhor.